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Por que e quando decidi ser uma profissional de saúde?

Quem nunca ouviu aquela expressão “a fila do SUS é gigantesca”
ou “determinada pessoa não conseguiu ser atendida na unidade básica” e,
assim por diante.
Somente para tomarmos por base, em março de 1986 ocorreu a
VIII Conferência Nacional de Saúde, sendo marcada por um amplo processo
de mobilização social, que contou com a participação da sociedade civil,
envolvendo profissionais da saúde, intelectuais, usuários e membros de
partidos políticos.
O relatório final dessa Conferência serviu como subsídio para os
deputados constituintes elaborarem o artigo 196 da Constituição Federal, que
caracterizou-se por inscrever a saúde entre os direitos
constitucionais fundamentais, expresso “A saúde é direito de todos
e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e
econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros
agravos e ao aceso universal e igualitário às ações e serviços para
sua promoção, proteção e recuperação”.
Em, 1990 com a edição da Lei nº 8.080, criou-se o Sistema Único
de Saúde – SUS, com intuito de oferecer atendimento igualitário e
cuidar de promover a saúde de toda população, tendo princípios
basilares: a universalidade, a equidade e a integralidade.
Tudo muito bonito…, mas vamos aos aspectos práticos.
O Brasil é o único país com mais de 100 milhos de habitantes que
assumiu o grande desafio de ter um sistema universal, público e gratuito de
saúde, não podemos esquecer da grande desigualdade social e a gigantesca
dimensão geográfica, ou seja, é um grande trabalho sem sombra de dúvida, se
não igual ou maior em sua proporção geográfica.
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Apesar de tudo, são evidentes os avanços da saúde no Brasil,
após a criação do SUS, entretanto, ainda estamos temos muito o que melhorar,
mas o que acredito que precisamos urgente é de gestão, sim de gestão,
pessoas cada vez mais capacitadas em saúde pública, mas jamais, em hipótese
alguma, deixarmos de lado o ator principal, o paciente, sermos gestores e
humanos ao mesmo tempo, tarefa nada fácil, né?
Como anda a saúde do seu município, do hospital da sua
localidade?
Temos que trabalhar com metas qualitativas e quantitativas,
qualitativas porque não adianta aumentar a quantidade de atendimentos, se
a qualidade cair, lembremos da balança.
Precisamos de mais técnicos/gestores na ponta, quando digo na
ponta, desde a atenção primária (básica), até a média ou máxima
complexidade, para que os princípios basilares e diretrizes do SUS, sejam
atendidos ao máximo, entendo e compreendo que é uma missão nada fácil,
mas quando temos o conhecimento técnico tudo fica mais claro e cristalino.
Recentemente ouvi a seguinte frase “você vive em mundo
paralelo”, vive no sentido de trabalhar, realmente a saúde é um mundo
paralelo, em todos os ramos, quer resultado na saúde pública ou na privada?
Contrate técnicos, gestores que conheçam do assunto (saúde).
Sempre respondo aquela famosa frase: “mas, como
especificamente um advogado ou contador assessora um hospital ?”, respondo
da forma simples possível “ter um olhar mais profundo para a saúde do
hospital é essencial, para o manter em pé”.
Recentemente estive em Brasília e, um dos técnicos do
Ministério da Saúde, fez a seguinte afirmação “o amadorismo acabou,
agora é técnico”, acredito que é de extrema importância ter um técnico na
gestão de um hospital e secretária de saúde, o que muitas vezes, este último
são cargos políticos, sem nenhum conhecimento, para assim atingirmos da
melhor forma possível o ator principal, ou seja, a população, uma vez que
saúde não é somente ausência de doença, mas todo um conjunto e, também a
própria saúde de uma entidade hospitalar.